Verba pequena compra o pedaço mais barato do público
Com orçamento apertado, o leilão entrega você onde o impacto sai mais em conta. Costuma ser o público mais amplo e mais raso. Você vê clique acontecendo no painel e o WhatsApp continua quieto.
Verba de mídia
R$30 por dia é o chão que eu peço. Abaixo disso a campanha roda, só que o resultado demora e você termina sem número confiável pra decidir nada. Entre abril e setembro de 2026, em arquitetura e interiores, a conversa iniciada no WhatsApp saiu entre R$8,18 e R$20,64, número puxado da API do Meta em 09/09/2026. Aqui é a verba que sai no seu cartão. O que a Atraia cobra está em outra página.
Diagnóstico de uns 30 minutos, sem custo. Quem responde é o João, que opera as contas.
O piso
Quase todo escritório que me chama já fez a conta de cabeça: pega o que sobra no mês e joga no anúncio. R$400, R$500, o que der. R$450 no mês dá R$15 por dia, então vamos usar esse número. Uma semana a R$15 por dia gasta R$105. Com a conversa iniciada custando entre R$8,18 e R$20,64, que é a faixa que eu medi entre abril e setembro de 2026, R$105 compram doze conversas no melhor cenário e cinco no pior. A mesma semana a R$30 por dia gasta R$210 e compra de dez a vinte e cinco.
Quatro conversas em sete dias não dizem quase nada sobre a campanha. E o sistema de entrega aprende pouco com elas também.
Com orçamento apertado, o leilão entrega você onde o impacto sai mais em conta. Costuma ser o público mais amplo e mais raso. Você vê clique acontecendo no painel e o WhatsApp continua quieto.
São 7 a 14 dias o período de aprendizagem, e ele conta evento, não dia de calendário. Se a campanha gera uma conversa a cada dois dias, o acúmulo demora. Como demora, dá vontade de mexer. Você troca a foto, mexe no público, e a contagem recomeça do zero.
Campanha cara pelo menos ensina alguma coisa: você olha o custo, olha quem chegou, decide. A que roda seis semanas com verba fina costuma terminar sem custo confiável e sem dinheiro, e aí você repete a mesma decisão no escuro. Gastar pouco durante muito tempo sai mais caro do que não ter começado.
Medido, não estimado
Tudo o que vem abaixo é de arquitetura e design de interiores, entre 1º de abril e 9 de setembro de 2026, e saiu do gerenciador do Meta sem arredondamento pra cima. Fora dessa janela eu não tenho o que mostrar.
Números medidos na API do Meta em 09/09/2026. Os valores de conta somam o período de 01/04/2026 a 09/09/2026; onde aparece uma janela menor, ela está dita na própria frase.
Essa é a conversa mais cara que eu tenho pra mostrar, e a conta passou boa parte do tempo abaixo do piso de R$30 por dia. A taxa de clique no período ficou em 2,05%, a maior que eu medi em arquitetura. Mesmo assim o custo por conversa foi o mais alto. Taxa de clique boa não resolve sozinha.
Um escritório de arquitetura, também em São Paulo, subiu a primeira campanha em 26 de agosto de 2026. Nos primeiros 9 dias dessa conta, de 26 de agosto a 3 de setembro de 2026, foram 33 conversas a R$8,18 cada, com R$270,08 de mídia. É uma janela curta, de começo de conta. Em 4 de setembro a campanha mudou de formato e passou a mandar para uma página, então o Meta parou de registrar conversa iniciada nessa conta. Por isso eu fecho a medição dela em 3 de setembro: somar o gasto que veio depois a uma contagem que parou daria um número que não mede nada.
Vale reparar em uma coisa antes de seguir. R$270,08 em 9 dias dá R$30,01 por dia, então a conta com a conversa mais barata que eu tenho pra mostrar é justamente a que rodou no piso que eu peço nesta página. Isso não transforma o piso em garantia. Ele é condição, e 9 dias é pouco tempo pra virar promessa.
Comparando o que eu tenho hoje, R$20,64 contra R$8,18 dá 2,5 vezes de diferença, e seria fácil colocar isso inteiro na conta da verba. Só que uma espalhou o gasto por cinco meses e a outra tem nove dias de medição. Períodos assim diferentes não são comparáveis, mesmo com ressalva no rodapé: criativo e cidade entram no meio. O que eu afirmo é o mais simples, que é o que o dado sustenta. A conta nova trouxe conversa mais barata no pedaço em que rodou, e isso ainda pode mudar.
Em outra conta, no mesmo período, foram 55 conversas a R$19,10, com o clique mais barato que eu já vi em arquitetura. Se eu olhasse só o custo do clique, teria comemorado a conta errada, porque tinha muita gente clicando e pouca gente puxando assunto. Por isso eu leio pelo custo da conversa iniciada, e o clique entra depois, quando quero saber se o problema está no anúncio ou no público.
No meu próprio funil eu pago a mesma conta que você vai pagar: R$3.438,39 investidos, 151 formulários, cerca de R$23 cada. Métrica diferente, mesma lógica de leitura.
Orçamento diário
O valor diário é uma média que o Meta persegue ao longo da semana. Um dia pode fechar acima e outro abaixo, sem que ninguém tenha errado nada.
Pra estimar o mês, multiplique por 30. R$30 por dia dá perto de R$900. R$50 por dia dá R$1.500.
O Meta cobra por limite de gasto acumulado, e não uma vez no fim do mês. O limite começa baixo e vai subindo conforme o histórico de pagamento se forma.
Na prática, nos primeiros dias a fatura pisca várias vezes seguidas, com valores pequenos e quebrados. Parece cobrança duplicada, e não é. Depois de algumas semanas o limite sobe e as cobranças espaçam.
Avise quem cuida do financeiro do escritório antes de subir a campanha. Esse susto do primeiro mês é o motivo mais comum de alguém pausar tudo na semana dois.
Prazo
Entrega instável, custo por clique alto, cobrança piscando no cartão. Nada aqui é sinal de nada. Abrir o painel de hora em hora nesse período serve pra tirar seu sono.
Janela de aprendizagem. Troca de público, troca de objetivo e salto de verba recomeçam a contagem. Ajuste pequeno de texto passa. Uma mudança de cada vez, porque duas juntas reabrem o aprendizado e você perde a capacidade de dizer qual delas mexeu no número.
Com poucas conversas acumuladas, uma conversa muito cara ou muito barata mexe a média inteira. Então eu leio o número junto com quem chegou: cidade, tipo de imóvel, se a obra já começou.
Subir a verba aos poucos, com alguns dias entre um passo e o outro. Dobrar de uma vez costuma devolver a campanha pro aprendizado, e o custo piora antes de acomodar.
Critério meu
O que vem nos dois cards abaixo é critério de leitura, não medição. A régua é o custo por conversa iniciada cruzado com o perfil de quem apareceu. Uma frase que eu repito em reunião: 33 conversas a R$8,18, custo bom. Mas não faz sentido se não veio gente no perfil ideal.
Custo por conversa estável ou caindo por duas semanas seguidas, com quem chega tendo obra pra fazer e respondendo sobre prazo. E a agenda do escritório aguentando mais gente, que é a parte que ninguém checa antes.
Sobe um degrau, espera alguns dias, olha de novo.
Custo subindo há semanas sem nenhuma mudança na campanha costuma ser criativo cansado. Volume bom com conversa ruim, gente pedindo planta baixa de graça e sumindo, é problema de criativo e de filtro, e mais dinheiro só acelera o gasto.
Cortar a verba pela metade nesse estado piora os dois lados ao mesmo tempo, porque o criativo continua cansado e o público fica mais estreito. Pausar e trocar a foto rende mais.
Quando eu troco, olho o enquadramento antes de subir. Foto com vaso sanitário no canto do quadro ou tomada no meio da parede branca performa pior, e isso aparece na conta.
Referência, não promessa
Nada aqui é medição. É o que eu peço quando um escritório pergunta por onde começar, e vem do que eu vi rodando entre abril e setembro de 2026 somado ao que dá pra fazer com cada valor. Nenhum desses números garante resultado, e nenhum inclui o que a agência cobra.
Uma campanha só, no Meta, otimizada pra conversa iniciada no WhatsApp. Um público, dois criativos com foto de obra entregue. Render costuma trazer menos conversa que foto de obra pronta, porque quem já pegou a chave do apartamento não lê render. Dá perto de R$900 no mês, e trinta dias corridos antes de qualquer julgamento.
R$1.500 no mês. O que muda de verdade nessa faixa é a liberdade de manter dois criativos no ar e trocar um sem apagar a campanha inteira. Não prometo custo menor, prometo que você para de escolher entre testar e continuar rodando.
Se o total é R$30 por dia, mantenha num canal só. O Google pede o próprio chão, e as primeiras semanas pagam termo ruim até a lista de negativas engrossar. Meu critério é o mesmo piso pra cada canal, o que dá R$60 por dia somados. Aviso desde já: custo por conversa no Google em arquitetura eu não tenho medido pra publicar, os números desta página são todos do Meta.
Em conta de arquitetura no Google, metade do meu trabalho é negativar termo. Volume alto, clique barato e o WhatsApp mudo. E a negativa precisa entrar em lista no nível da conta: dentro da campanha ela morre ali, e você paga de novo na campanha seguinte.
Os termos que entram primeiro na minha lista de negativas em conta de arquitetura:
Outro detalhe que mexe na conta do Google: quem procura projeto de interiores digita decoradora. Designer de interiores é o termo do material do escritório e aparece bem menos na busca de quem vai contratar. Vale abrir o relatório de termos de busca já na primeira semana e ler linha por linha, mesmo que dê preguiça. Mais sobre isso em Google Ads para arquitetos.
Antes de subir a campanha
Roda, e a campanha vai entregar. O risco é gastar seis semanas e terminar sem custo confiável pra decidir nada. Se der pra esperar dois meses e começar com R$30 por dia, eu prefiro esperar com você. Se não der pra esperar, eu digo isso na conversa em vez de subir campanha pra cumprir tabela.
Nem sempre, e quase nunca no mesmo mês. Salto grande de orçamento devolve a campanha pro período de aprendizagem, que leva de 7 a 14 dias, e o custo costuma piorar antes de acomodar. Por isso eu subo em degraus curtos e não mexo em público e verba na mesma semana, senão nenhum dos dois explica o que aconteceu com o número.
A conta fica no CNPJ do escritório e o cartão é o seu. Eu não cobro comissão sobre a mídia, então você vê a fatura antes de mim. Se um dia a gestão terminar, a conta, o pixel e o histórico continuam com você.
Pode, e muita gente começa assim. O botão não deixa otimizar pra conversa iniciada no WhatsApp, que é justamente o evento que esta página usa como régua. O resto eu escrevi em impulsionar ou anunciar.
Muda o desgaste. Raio pequeno significa menos gente disponível, o mesmo público vê o anúncio mais vezes e o criativo cansa antes, então você troca foto com mais frequência. Classe social o Meta não deixa segmentar direto, o Google é um pouco melhor nisso porque o termo digitado já diz alguma coisa. Parte desse filtro acaba sobrando pro criativo e pro texto do anúncio.
O Código de Ética do CAU/BR, Resolução CAU/BR nº 52 de 6 de setembro de 2013, não proíbe divulgar o trabalho. Ele pede veracidade ao comunicar, no item 3.2.8, trata de estipular honorários quando solicitado, no 5.2.3, e pede reconhecer coautoria, no 5.2.12. Anúncio com foto de obra sua, sem promessa de resultado que você não controla e com crédito de quem participou, cabe dentro disso. Não sou seu assessor jurídico, e em dúvida específica vale consultar o CAU do seu estado.
Próximo passo
Em uns 30 minutos eu olho sua cidade, seu ticket de projeto e quantos projetos por mês o escritório aguenta, e digo qual verba diária faz sentido pra isso. Se a resposta for esperar, eu falo que é pra esperar. Tela compartilhada, sem apresentação.
O outro lado da conta, que é o que a Atraia cobra, está em quanto custa o tráfego pago. Se quiser ver o mesmo assunto por canal, escrevi sobre Meta Ads para arquitetos. Quem opera as contas é o João.
Atualizado em 9 de setembro de 2026.